segunda-feira, 23 de junho de 2008

Danças Cênicas



Balé


Balé, Ballet ou Balê, é o nome dado a um estilo de dança e a sua performance. O termo deriva do italiano ballare que significa bailar. Os princípios básicos do balé são: postura ereta; uso do en dehors (rotação externa dos membros inferiores); verticalidade corporal; e simetria.




O ballet tem suas raízes na Itália renascentista através das pantomimas (peças de teatro sem falas, utilizando apenas expressões faciais e corporais, geralmente improvisada)que eram realizados por atores e circenses em grandes salões para membros da corte.
O casamento da italiana Catarina de Médicis com o Rei
Henrique II da França em 1533 deu um importante impulso para o desenvolvimento do balé. Diversos artistas especializados em grandes e luxuosos espetáculos foram trazidos da Itália. Em 1581 Catarina de Médicis produziu o Ballet Comique de la Reine em Paris sob a direção do músico italiano Baldassarino de Belgiojoso ou Balthazar de Beaujoyeulx, nome que adotou na França. O balé tomou a forma na qual é conhecido hoje, na França durante o reinado de Luis XIII. No ano de 1661, seu filho Luis XIV fundou a Académie de Musique et de Danse, com o objetivo de sistematizar, preservar a qualidade e de fiscalizar o ensino e a produção do balé. Luis XIV nomeou Charles Louis Pierre de Beauchamps para tomar a frente da instituição que foi dissolvida em 1780.
Os chamados balés de repertório se baseiam em composições musicais que contribuíram para torná-lo popular na Europa e depois no resto do mundo. Alguns dos balés mais notáveis são:
Coppélia, de Léo Delibes, O Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky, O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, ambos de Tchaikovsky.
A partir do Romantismo, as mulheres passaram a se destacar e contribuir para o aperfeiçoamento da arte.
Marie Camargo por exemplo, criou o jeté, o pas de basque e o entrechat quatre, além de encurtar os vestidos até acima dos tornozelos e calçar sapatos sem saltos.


Dança moderna

A expressão dança moderna se refere às escolas e movimentos da história da dança referentes ao período da modernidade.
A dança moderna surgiu no início do
século XX e seus pioneiros procuravam maneiras modernas e pessoais de expressar como se sentiam através da dança.
Entre os que começaram este movimento estão as americanas:
Isadora Duncan, Loie Fuller e Ruth St Denis; o suíço Emile Jacque Dalcrose e o húngaro Rudolf von Laban.

Dança Moderna Americana


A Dança Moderna Americana apareceu com o intuito de rejeitar a Dança Acadêmica ou Clássica.
A Dança Moderna , criada nos últimos anos do século dezenove e primeiros do vinte teve raízes e intenções bem distintas. Os bailarinos dançam descalços, trabalham contrações, torções, desencaixe etc, e seus movimentos são mais livres, embora respeitem uma técnica fechada.
Sua grande iniciadora foi Isadora Duncan, mas a primeira técnica estruturada de Dança Moderna foi a de Martha Graham, criada nos anos 20 e 30 desse século. Este estilo procura dar mais ênfase aos sentimentos, aos sonhos, tentando teatralizá-los ao máximo através de movimentos corporais.
Depois de
Martha Graham, vieram outros nomes que enriqueceram ainda mais o cenário da época: Doris Humphrey, Lester Horton, José Limon e outros. Suas técnicas encontram-se em alguns pontos, mas divergem muito. E suas escolas continuam a existir muito fortemente nos Estados Unidos, um dos berços da Dança Moderna.

Dança Moderna no Brasil


Com a Segunda Guerra Mundial chegaram ao Brasil diversos artistas renomados que procuraram escapar deste conflito, trazendo consigo novas idéias no campo estético que contribuiram para a divulgação das propostas modernas de dança no país.
Entre outros podem ser citados:
Ianka Rudzka, Luiz Arrieta, Maria Duschenes, Marika Gidali, Maryla Gremo, Nina Verchinina, Oscar Araiz, Renée Gumiel e Ruth Rachou.
A maioria se instalou no eixo
Rio - São Paulo, colaborando através de seus ensinamentos para a formação de uma nova geração de dançarinos conectados às propostas da dança moderna.


Dança contemporânea

Dança contemporânea é o nome dado para uma determinada forma de dança de concerto do século XX.
Mais que uma técnica específica a dança contemporânea é uma coleção de sistemas e métodos desenvolvidos da dança moderna e pós-moderna. O desenvolvimento da dança contemporânea foi paralelo, mas separadamente do desenvolvimento da New Dance na Inglaterra. Distinções podem ser feitas entre a dança contemporânea Americana, Canadense e Européia.
Características


Enquanto a dança moderna modificou drasticamente as "posições-base" do balé clássico, além de tirar as sapatilhas das dançarinas e parar de controlar seu peso e mantém, no entanto, a estrutura do balé, fazendo uso de diagonais e, digamos assim, dança conjunta, a dança contemporânea busca uma ruptura total com o balé, chegando, às vezes, até mesmo a deixar de lado a estética: o que importa é a transmissão de sentimentos, idéias, conceitos. Solos de improvisação são bastante freqüentes.
A
composição de uma trilha para um espetáculo de dança contemporânea implica em diversos outros fatores além da própria composição musical.
A dança contemporânea não possui uma técnica única estabelecida, todos os tipos de pessoas podem praticá-la. Inclusive Você, procure e vá participar dessa dança tão maravilhosa, nosso mundo precisa disso. Este tipo de dança modificou o espaço, por sua vez, usando não só o palco como local de referência. Sua técnica é tão abrangênte que não delimita os utencílios usados. O corpo,pesquisando suas diagonais,não delimita estilos de roupas, músicas,espaço ou movimento.

História
A dança contemporânea surgiu na década de 60 como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Depois de um período de intensas inovações e experimentações que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte finalmente - na década de 1980 - a dança contemporânea começou a se definir desenvolvendo uma linguagem própria embora algumas vezes faça referência ao ballet clássico.




Dança Bharathanatyam


O Bharathanatyam é a dança clássica popular mais antiga da Índia, conhecida por sua graça, pureza e poses esculturais.

Origem e História
Esta dança nasceu e se desenvolveu no Sul da Índia, no estado de Tamil Nadu, às margens do rio Kaveri ou Calvery e tem aproximadamente seis mil anos, apesar de antiga se conserva fresca e fascinante em sua riqueza de movimentos tradicionais, encanto estético e variedade de expressões.
Considerada a mãe de todos os estilos de dança é também conhecida como
Bharatha Nathyam. A palavra Bharatha é o antigo nome da Índia e também o nome do sábio ao qual o Deus Brahma concedeu as escrituras que regem a dança.
Originalmente era dançado por
Devadasis, nome dado à mulheres pertencentes ao Templo e completamente devotadas à arte.

Segundo a grande bailarina Rukmini Devi:
Bharathanatyam é uma arte viva a qual ainda pode ser apresentada de acordo com o
Natya Shastra de Bharatha, ainda que a essência do Shastra não seja limitar a dança por regras e regulamentos. Há sempre uma interpretação errônea de que tradição ou ensinamentos tradicionais são estreitos e não criativos. Se o lugar da tradição é entendido apropriadamente, o exato oposto será achado como verdadeiro.....Bharathanatyam é um método de aprendizado espiritual para fins humanos. Portanto não é esperado que reflita a vida moderna...

Estilo e instrumentos utilizados nesta dança
O estilo de música que acompanha o Bharathanatyam é o estilo clássico
Carnático e os instrumentos usados para acompanhar o vocal são: a flauta ou o violino, a Veena, a Tambura e como percussão para o ritmo dos pés, o Mrdungam e o Nattuvangan


Jazz


O jazz é uma manifestação artística-musical originária dos Estados Unidos da América. Tal manifestação teria surgido por volta do início do século XX na região estadunidense de Nova Orleans e em suas proximidades, tendo na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.Como o termo "jazz" tem desde longa data sido usado para uma grande variedade de estilos, uma definição abrangente que incluisse todas as variações é difícil de ser encontrada. Enquanto alguns entusiastas de certos tipos de jazz tem colocado definições menos amplas, que excluem outros tipos, que também são comumente descritas como "jazz", os próprios jazzistas são muitas vezes relutantes quanto a definição da música que são executadas. Duke Ellington dizia, "é tudo música." Alguns críticos tem dito que a música de Ellington não era de fato jazz, como a sua própria definição, segundo esses críticos, o jazz não pode ser orquestrado.



DANÇAS E CANÇŐES MEDIEVAIS


A maior parte delas săo monofônicas ( a uma só voz ). Durante os séculos XII e XIII, houve intensa produçăo de obras na forma de cançăo, compostas pelos trovadores ( poetas- músicos na França ). Dentre as cançőes dos trovadores, uma das mais conhecidas é Kalenda Maya, música que pode ser cantada em um tempo de dança bem ritmado. Năo existe nenhuma informaçăo sobre os instrumentos que deveriam acompanhar as músicas, mas é pouco provável que fossem cantadas sem acompanhamento.
As formas mais populares de dança medieval foram a ESTAMPIE ( dança sapateada ) e o SALTARELLO ( dança saltitante ). Săo músicas construídas por parte, cada qual repetida uma vez. Se por exemplo é composta por uma A , B e C, elas se repetem uma após a outra, podendo ser tocadas por um ou dois instrumentos ou um grupo numeroso de instrumentistas.

História da dança


A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo.
Com o
Balé Clássico, as narrativas e ambientes ilusórios é que guiavam a cena. Com as transformações sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes no balé e começaram a aparecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações artísticas, fazendo com que então a Dança Moderna Americana acabasse por se tornar bem diferente da Dança Moderna Européia, mesmo que tendo alguns elementos em comum.
A dança contemporânea surgiu como nova manifestação artística, sofrendo influências tanto de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas (
vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições sociais - individualismo crescente, urbanização, propagação e importâncias da mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com outras áreas artísticas como o teatro por exemplo.

Dança e educação


Verderi (2000) considera a educação como evolução e transformação do indivíduo, considerando a dança como um contínuo da Educação Física, expressão da corporeidade e considerando o movimento um meio para se visualizar a corporeidade dos nossos alunos, a dança na escola deve proporcionar oportunidades para que o aluno possa desenvolver todos os seus domínios do comportamento humano e, através de diversificações e complexidades, o professor possa contribuir para a formação de estruturas corporais mais complexas.
Por estes motivos, segundo Nanni (1995), deve-se trabalhar a dança na escola pois ela estabelece limites usando os movimentos, isso viabiliza a possibilidade de estruturação da personalidade e da socialização, pois leva o indivíduo saber o que ele é, sua relação com o objeto e a nível social e pessoal.
O ensino da dança nas escolas brasileiras deve ser abordado dentro do conteúdo Artes, (Teatro, Música, Dança e Artes Plásticas) segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (fonte www.mec.gov.br). A abordagem da dança dentro do contexto da educação física deve auxiliar no preparo físico para que os profissionais de artes possam atuar.

Dança

A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.
A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.
Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.

ópera

Origem

A palavra ópera significa "obra" em latim e italiano, relacionada com opus, sugerindo que esta combina as artes de canto coral e solo, recitativo e balé, em um espetáculo encenado.
A primeira obra considerada uma ópera, no sentido geralmente entendido, data aproximadamente do ano
1597. Foi chamada Dafne (atualmente desaparecida), escrita por Jacopo Peri para um círculo elitista de humoristas florentinos letrados, cujo grupo era conhecido como a Camerata. Dafne foi uma tentativa de reviver a tragédia grega clássica, como parte de uma ampla reaparição da antiguidade que caracterizou o Renascimento. Um trabalho posterior de Peri, Eurídice, que data do ano 1600, é a primeira ópera que sobreviveu até a atualidade. Não obstante, o uso do termo ópera começa a ser utilizado a partir de meados do século XVII para definir as peças de teatro musical, às quais se referia, até então, com formulações universais como Dramma per Música (Drama Musical) ou Favola in Música (fábula musical). Diálogo falado ou declamado - chamado recitativo em ópera - acompanhado por uma orquestra, é a característica fundamental do melodrama, no seu sentido original.

Ópera na atualidade

Após as correntes minimalistas e atonais de vanguarda, a segunda metade do século XX presenciou um momento misto na composição operística. Por um lado, compositores como Philip Glass e John Cage seguiram um estílo minimalista, enquanto compositores como Samuel Barber e Francis Poulenc compuseram escritas puramente tonais. No momento contemporâneo, os principais compositores de ópera são John Adams, Tobias Picker, Jake Heggie, André Previn, Mark Adamo e Kaija Saariaho, dentre outros. A produção operística continua intensa, embora poucas delas consigam se firmar no repertório das casas de Ópera.

Artes Cênicas


As artes cénicas ou cênicas (chamadas ainda de artes performativas) são todas as formas de arte que se desenvolvem num palco ou local de representação para um público. Muitas vezes estas apresentações das artes cênicas podem ocorrer em praças e ruas. Assim podemos dizer também que este palco pode ser improvisado. Ou seja, o palco é qualquer local onde ocorre uma apresentação cênica. Podemos destacar as seguintes classes:
Teatro
Ópera
Dança
Circo

domingo, 22 de junho de 2008

Figurino

Figurino é o traje usado por um personagem de uma produção artística (cinema, teatro ou vídeo) e o figurinista é o profissional que idealiza ou cria o figurino.
É necessário que o figurinista conheça a fundo a história a ser tratada no trabalho, pois o figurino tem que revelar muito dos personagens. Para elaborá-lo, o figurinista deve levar em conta uma série de fatores como a época em que se passa a trama, o local onde são gravadas as cenas, o perfil psicológico dos personagens, o tipo físico dos atores e as orientações de luz e cor feitas pelo diretor de arte.
Nos
Estados Unidos, na França e na Itália, o figurino está diretamente ligado ao designer e à comunicação visual, e existem cursos específicos para a sua formação. No Brasil, a profissão está longe de ter o reconhecimento que merece e são poucos os cursos existentes.

Dramaturgia


Dramaturgia é a arte de composição do drama e sua apresentação no palco. Algumas obras são escritas especificamente para a representação no palco, e outras são adaptadas por um profissional chamado dramaturgo. Difere da escrita comum literária por ser mais como uma estruturação da história aos elementos específicos do teatro. É característico da dramaturgia compor histórias para serem faladas no palco, pois trata-se do estudo do drama propriamente dito, onde o dramaturgo, ao escrever uma peça teatral, cria personagens e conflitos que, ao serem apresentandos, dão a impressão de que aquilo está acontecendo "aqui e agora". Porém a dramaturgia não está relacionada somente ao texto teatral, ela está presente em toda obra escrita com o intuito de se contar uma história como: roteiros cinematográficos, romances, contos e telenovelas.

Dramaturgia televisiva
A dramaturgia televisiva ou teledramaturgia pode ser classificada da seguinte forma:
programa unitário, seriado, minissérie e telenovela. Esta última se distingue de "soap opera", gênero específico da televisão americana.


Aristóteles definia dramaturgia como a organização de ações humanas de forma coerente provocando fortes emoções ou um estado irreprimível de gozo ou maravilhamento.

Desenho de som em teatro

É o processo técnico e criativo da utilização de um sistema de sonorização, que permita o controlo sobre diferentes parâmetros electroacústicos de qualquer fonte sonora, acústica ou gravada, para a exploração do envolvimento sonoro de um espectáculo, criando diferentes planos e perspectivas de difusão de som num auditório ou ao ar livre, criando imagens sonoras através de um som “vivo” e não intrusivo, mantendo a teatralidade do espectáculo.

Cenografia

Cenografia é a uma arte, técnica e ciência de projetar e executar a instalação de cenários para espetáculos. Alguns autores confundem com um segmento da arquitetura. Entretanto, a arquitetura cênica ou arquitetura cenográfica ocupa-se mais especificamente da geração dos cenários arquitetônicos internos ou externos.
A cenografia é parte importante do espetáculo, pois conta a época em que se passa a história, e conta o local em que se passa a história, pelo cenário podemos identificar a personalidade dos personagens.

Atuação

Atuação PE ou Actuação PE é a denominação dada à Arte do ator, e outros artistas das artes cênicas. Consiste em imprimir, por meio de diversas técnicas, ou mesmo da pura intuição, vida e realidade a uma personagem. Muitas vezes tida como fruto da inspiração, e até da possessão, divina ou da racionalização das emoções é a parte específica dos artitas da cena, e que nesta aparecem, diferentemente de dramaturgos e diretores. Através do tempo caminhou-se de uma total irrealidade da atuação, que pode ser encontrada no Teatro Grego onde os atores se apresentavam mascarados com sapatos altos para dar-lhes maior destaque na cena, à uma realidade crua, nos primeiros escritos de Constantin Stanislavski, e uma realidade transformada, nos escritos porteriores do mesmo. Sendo uma Arte considerada sempre inferior, não houve nunca quem preocupou-se em definir-lhe a essência. Aristóteles, na sua Poética trata do Teatro como um todo, mas não se delonga sobre a atuação. Denis Diderot também perpasssa-lhe. No entanto, somente o ator e encenador russo Constantin Stanislavski, em fins do século XIX e princípios do século XX, que ditou-lhe o que se pode chamar de primeiras leis da atuação. Em seus livros ele delimita o que convencionou-se chamar o Método. Um discípulo desgarrado de Stanislavski, Vsevolod Meyerhold, deu novas diretivas à atuação. Depois em meados do mesmo século XX, outro dos teóricos da atuação foi o dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht que espandiu as teorias de Stanislavski e Meyerhold.

Ator


Nas artes cénicas, um actor (português europeu) ou ator (português brasileiro) (feminino: actriz (português europeu) ou atriz (português brasileiro) ) é a pessoa que cria, interpreta e representa uma acção dramática baseando-se em textos, estímulos visuais, sonoros e outros, previamente concebidos por um autor ou criados através de improvisações individuais ou colectivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais e emocionais, apreendidos ou intuídos, com o objectivo de transmitir ao espectador o conjunto de ideias e acções dramáticas propostas; pode utilizar-se de recursos técnicos para manipular bonecos, títeres e congéneres; pode interpretar sobre a imagem ou a voz de outrem; ensaia procurando aliar a sua criatividade à do encenador; actua em locais onde apresentam espetáculos de diversões públicas e/ou nos demais veículos de comunicação.
O primeiro actor da história chamava-se
Tespis, que criou o monólogo ao apresentar-se em plena Dionisíaca, na Grécia Antiga, no século V a.C. em Atenas. Trazido de Icárias pelo tirano Psístrato, o pretenso actor (que na época chamava-se hipocritès ou seja fingidor), munido de máscara e vestindo uma túnica, interpretou o deus Dionísio, destacando-se do coro, sobre a sua carroça que mais tarde ficaria conhecida como "carro de Tespis", criando um argumento artístico dentro de uma apresentação litúrgica politeísta, criando o papel do protagonista, num movimento que futuramente ficaria conhecido como tragédia grega.
Tespis também criou a conotação de segundo actor, ou o que mais tarde
Ésquilo chamaria de deuteragonista, ao interpretar dois personagens através de duas máscaras (uma na parte frontal do corpo e outra na parte das costas).

Gêneros teatrais

Auto

(latim: actu = ação, ato) é um sub-gênero da literatura dramática. Tem sua origem na Idade Média, na Espanha, por volta do século XII. Em Portugal, no século XVI, Gil Vicente é a grande expressão deste gênero dramático. Camões e Dom Francisco Manuel de Melo também adotaram esta forma.O auto era escrito em redondilhos e visava satirizar pessoas.

Comédia

A comédia é o uso de humor nas artes cênicas. Também pode significar um espetáculo que recorre intensivamente ao humor. De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, que faz rir.
No surgimento do teatro, na Grécia, a arte era representada, essencialmente, por duas máscaras: a máscara da tragédia e a máscara da comédia.
Aristóteles, em sua Arte Poética, para diferenciar comédia de tragédia diz que enquanto esta última trata essencialmente de homens superiores (heróis), a comédia fala sobre os homens inferiores (pessoas comuns da pólis). Isso pode ser comprovado através da divisão dos júris que analisavam os espetáculos durante os antigos festivais de Teatro, na Grécia. Ser escolhido como jurado de tragédia era a comprovação de nobreza e de representatividade na sociedade. Já o júri da comédia era formado por cinco pessoas sorteadas da platéia.
Porém, a importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de idéia, inicialmente política. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e mesmo os deuses(como pode ser visto, por exemplo, no texto "As Rãs", de
Aristófanes).
Hoje a comédia encontra grande espaço e importância enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera: política, social, econômica. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento.
Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como "
drama") ou da comédia. Em defesa do gênero, o crítico de artes Rubens Ewald Filho lembra o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". De fato, entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como "timing") especial que não é dominado por todos.
É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é nescessário reconhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas por vezes não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos.
Uma das principais características da comédia é o engano. Frequentemente, o cómico está baseado no facto de uma ou mais personagens serem enganadas ao longo de toda a peça. À medida que a personagem vai sendo enganada e que o equívoco vai aumentando, o público (que sabe de tudo) vai rindo cada vez mais.



Drama

A palavra drama origina-se na Grécia Antiga significando ação (δράω /dráō).
Aristóteles, em sua Poética, divide a literatura de sua época, que se originara da forma oral, nos modos narrativo ou épico, dramático e misto. A partir desta análise, central em toda a análise dos gênero literários, teóricos dividiram a literatura nos modos narrativo, dramático e lírico.
Drama é também usado como definição genérica de
filmes, cinema, telenovelas, teatro, substituindo-se estes termos (ex: O drama de Ibsen, significando o teatro de Ibsen). Pode também ser entendido como forma específica de gênero, significando uma forma séria de espetáculo, performance ou filme que não chega a ser uma tragédia (ex: Matrix, o filme não é uma comédia, é um drama).


Farsa

Farsa é uma modalidade burlesca de peça teatral, caracterizada por personagens e situações caricatas. Difere da comédia e da sátira por não preocupar-se com a verossimilhança nem pretender o questionamento de valores.
s.f. (Do lat. pop. farsa) 1. Gênero teatral cômico, menos exigente que a alta comédia , que tem por objetivo principal divertir o público. (encicl.) 2. Ato ridículo, coisa burlesca. 3. Fingimento; impostura. 4. Ilusão, mentira, burla. ▪ ENCICL. Liter. Embora existam alguns elementos farsescos nas comédias de Aristófanes¹ e Plauto², em sentido estrito a farsa originou-se nos mimos medievais. No Renascimento, vários autores dedicaram-se ao gênero, entre os quais Gil Vicente.
O gênero, que se distingue da
sátira por não estar preocupado com uma mensagem moral, busca apenas o humor e, para isso, vale-se de todos os recursos; assuntos introduzidos rapidamente, evitando-se qualquer interrupção no fio da ação ou análises psicológicas mais profundas; ações exageradas e situações inverossímeis. Recorre a estereótipos (a alcoviteira, o amante, o pai feroz, a donzela ingênua) ou situações conhecidas (o amante no armário, gêmeos trocados, reconhecimentos inesperados).
Principal forma de teatro cômico
medieval, a farsa inspira-se no cotidiano e no cenário familiar.

Melodrama

O termo melodrama tem significados muitas vezes contraditórios e é aplicado com diferentes significados a formas artísticas diversas e ocorrências variadas e/ou em distintas ocorrências dentro dos meios de comunicação de massas. Originário do grego μέλος = canto ou música + δράμα = ação dramática, refere-se, algumas vezes, a um efeito utilizado na obra, outras como estilo dentro da obra e outras como gênero. Existe desde o século XVII principalmente na ópera, no teatro, na literatura, no circo-teatro, no cinema, no rádio e na televisão. Ele será melhor entendido se reconhecermos algumas de suas diferenças nos meios ou formas artísticas em que ocorre.

Òpera

A ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.
O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do
teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.
Os cantores e seus
personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.

Monólogo

Em teatro ou oratória, um monólogo é uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. O nome é composto pelos radicais gregos monos (um) + logos (palavra, ou idéia), por oposição a dia (dois, ou através de) + logos.
No Monólogo é comum que os atores rebusquem pensamentos profundos psicologicamente, expondo idéias que podem até transparecer que há mais de um ator em cena, mas que no real exija somente uma pessoa durante a cena, enfim monólogo está associado à um conflito psicológico que não necessariamente seja individual.
É comum em
teatro, desenhos animados, e filmes.
A palavra pode também ser aplicada a um
poema no formato de pensamentos ou discurso individual.
Monólogos também são comuns em
óperas, quando uma ária, recitação ou outra seção cantada tem uma função similar a um monólogo falado numa peça teatral.
Monólogos são comumente encontrados na literatura de ficção do século XX.
Monólogos cômicos tornaram-se um elemento padrão em programas de
entretenimento no palco ou televisão.
Há dois tipos básicos de monólogos no teatro:
Monólogo exterior: Quando o ator fala para outra pessoa que não está no palco ou para a audiência.
Monólogo interior: Quando o ator fala para si mesmo. É introspectivo e revela motivações interiores para a audiência. Este último é mais conhecido por solilóquio (fonte : Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)


Musical

Teatro Musical é um estilo de teatro que combina música, canções, dança, e diálogos falados. Esta delimitada por um lado pela sua co-relação com a ópera e por outro pelo cabaré, os três apresentam estilos diferentes, mas suas linhas deliminatórias muitas vezes são difícies de conceituar.

Revista

A Revista é um género de teatro, de gosto marcadamente popular, que teve alguma importância na história das artes cénicas, tanto no Brasil como em Portugal, que tinha como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade, à comédia leve com críticas sociais e políticas, e que teve seu auge em meados do século XX.

Stand-up comedy


Stand-up comedy é uma expressão em língua inglesa que indica um espectáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), e na ausência da quarta parede.
Também conhecida como humor de cara limpa, a comédia stand-up privilegia o artista munido apenas do microfone, sem personagem, fantasia ou acessórios. O humorista stand up não conta piadas conhecidas do público (anedotas). É normal que se prepare números com texto original, construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.
Exemplos de comediantes americanos que começaram na stand-up comedy são
Woody Allen, Ellen DeGeneres, Jerry Seinfeld, Richard Pryor, Bill Cosby e Ray Romano.


Surrealismo

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandido para outros países. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas, André Breton na literatura e Luis
Buñuel no cinema.

Tragédia

Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος "bode" e ᾠδή "canto") é uma forma de drama, que se caracteriza por sua seriedade e dignidade, freqüentemente envolvendo um conflito entre um personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Suas origens são obscuras, mas é certamente derivada da rica poética e tradição religiosa da
Grécia Antiga. Suas raízes podem ser rastreadas mais especificamente nos ditirambos, os cantos e danças em honra ao deus grego Dionísio (conhecido entre os romanos como Baco). Dizia-se que estas apresentações etilizadas e extáticas foram criadas pelos sátiros, seres meio bodes que cercavam Dionísio em suas orgias, e as palavras gregas τράγος, tragos, (bode) e ᾠδή, odé, (canto) foram combinadas na palavra tragoidia (algo como "canções dos bodes"), da qual a palavra tragédia é derivada.


Tragicomédia

Tragicomédia é a mistura de tragédia com comédia, em peças e filmes. É a mistura do trágico com o cômico. Originalmemnte, significava a mistura do real com o imaginário. Têm-se que é a tomada da vida quotidiana e absurda com um toque especial de comédia, de forma a descontrair; deixá-la verdadeira e engraçada. Tomam-se temas como violência, morte, roubos, dentre outros e a estes é dado o humor. Muito disso, hoje em dia, é feito em diversas peças teatrais e diversos filmes. Isso é um dos pontos fortes o qual o teatro possui grande sucesso e expansão.

Teatro infantil


A pesquisa que deu início a este artigo aborda o teatro na escola dando uma idéia geral dos "tipos de teatro" que podem ser aplicados no contexto das atividades físicas.Eles enfocam uma proposta de ensino diferente da forma tradicional. Estes tipos também podem estimular o aluno em diversos aspectos que o levam ao aprendizado, servindo como uma variação da forma de ensinar na Educação Física Escolar.
Quanto às formas de teatro infantil mencionadas nesta pesquisa, os sub-itens abordam o contexto histórico de cada um, o tipo de material que pode ser utilizado para a confecção dos bonecos (que pode variar desde materiais caros até um material de sucata) e como cada um pode estimular e contribuir para o desenvolvimento do aluno de um modo geral.


O Teatro na Escola tem uma importância fundamental na educação. Ele permite ao aluno uma enorme "gama" de aprendizados, podemser citados como exemplos a socialização, a criatividade, a coordenação, a memorização, o vocabulário e muitos outros.
Através do teatro, o professor pode perceber traços da personalidade do aluno , seu comportamento individual e em grupo, traços do seu desenvolvimento e essa situação permite ao educador, um melhor direcionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico



Teatro de feira

No início do século XVII, ao mesmo tempo que Shakespeare e Lope de Vega iniciavam seu trabalho em Londres e na Espanha, haviam em Paris seis grandes feiras, mas apenas duas tiveram reconhecida importância como locais constantes de manifestação teatral: as feiras de Saint-Germain, que durava de 3 de fevereiro à Páscoa e de Saint-Laurent, no verão europeu, do final de junho ao final de outubro, nos quais se apresentavam artistas variados em sucessivos números de dança, canto, malabarismo, acrobacias, mímica, números de bonecos, animais amestrados e pequenas cenas teatrais de caráter farsesco (Brown, 1980, p.41).

Teatro de Rua

. Diz-se de um gênero de teatro popular apresentado em praças, ruas, avenidas e demais lugares públicos, ao ar livre, em rodas de espectadores ao nível do chão - como os camelôs o fazem - ou em plataformas, ou caminhões, etc., geralmente de maneira rápida , com iluminação e recursos técnicos precários, ou inexistentes. Em 1977 , em Salvador, Bahia, no dia Primeiro de Maio de 1977, na Praça da Piedade, onde foram enforcados os líderes da Revolução dos Alfaiates, o ator e diretor Bemvindo Sequeira, dirigindo atores do Teatro Livre da Bahia, em homenagem ao Dia Internacional dos Trabalhadores, e aos revoltosos ali enforcados, num desafio à Ditadura Militar vigente, criou o moderno Teatro de Rua no Brasil, apresentando a comédia de literatura de Cordel: "A Mulher que Pediu Um Filho ao Diabo". Mais tarde o mesmo diretor criou o Teatro Livre de Sergipe e o Teatro de Rua fortaleceu-se em todo o Brasil com a somatória dos trabalhos de João Siqueira e Amir Haddad no Rio de Janeiro. Além de uma infinidade de outros grupos por todo o brasil, como o Grupo Galpão de Minas Gerais e de Porto Alegre grupos como Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Oficina Perna de Pau, Espalha-Fatos Atos de Teatro, Falus e Stercus Teatrallis, Grupo Lua Cheia de Teatro, o Grupo Imbuaça em Sergipe na atualidade conta com os grupos 1º de maio e Grupo Teatral Renovação da Arte Cênica, , entre outros que fazem do teatro uma alegria popular. No Brasil há 16 estados organizados em Redes e/ou Movimentos Estaduais, que instituíram a Rede Brasileira de Teatro de Rua durante o evento intitulado “A Roda - o Teatro de Rua em Questão 2", que ocorreu nos dias 24 e 25 de março/2008 em Salvador (BA), realizado pelo Gueto Poético, grupo com 18 anos de existência e atuação e fundador do Movimento de Teatro de Rua da Bahia.



Teatro Invisível

Teatro invisível é uma forma de
encenação na qual apenas os atores sabem que de fato há uma encenação. Aqueles que a presenciam devem considerá-la um acontecimento real, seja ele banal ou extraordinário dentro da expectativa onde ocorre, e por isso é impreciso chamá-los “espectador”, que indica o apreciador de um espetáculo que aceita a ficção como realidade sempre consciente desse jogo de faz-de-conta. Para que seja realizável, o teatro invisível ocorre geralmente em espaços públicos ou de ampla circulação, não em um edifício teatral. O “espectador” torna-se participante inconsciente da representação imprevisível. Como os atores não devem revelar a encenação mesmo após o fim da cena, os que a presenciam acabam por julgar e significar o próprio acontecimento e não a performance de sua encenação, o que nega radicalmente as categorias tradicionais do teatro e dificulta a apreciação crítica, além de impossibilitar qualquer estimativa do número de encenações desse tipo, pois várias ou nenhuma podem ocorrer diariamente conforme a interpretação dos acontecimentos.
Por exemplo, o ator pode simular um mendigo numa rua, verificando as reações dos transeuntes que, então, são levados a reagir espontânea e verdadeiramente ao questionamento que se lhe apresenta



Teatro de Fantoches

, Teatro de Bonecos ou Teatro de Marionetes é o termo que designa, no teatro, a apresentação feita com fantoches, marionetes ou bonecos de manipulação, em especial aqueles onde o palco, cortinas, cenários e demais caracteres próprios são construídos especialmente para a apresentação.

Teatro das Sombras

O teatro de sombras , é uma arte muito antiga, originária da China, de onde se espalhou para o mundo, sendo atualmente praticada regularmente por grupos de mais de 20 países.
A lenda de sua origem

Existe uma lenda chinesa a respeito da origem do teatro de sombras. Diz a lenda que no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário, seria decapitado.
O mago usou a sua
imaginação e através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Quando tudo estava pronto, o mago ordenou que no jardim do palácio, fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol e que esta deixasse transparecer essa luz.
Houve uma apresentação para o imperador e sua corte. Esta apresentação foi acompanhada de um som de uma
flauta que "fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade". Neste momento, teria surgido o teatro de sombras.
Categorias do Teatro de Sombras na China
Diferentes
ideogramas designam variações desta arte ainda praticada na China atual:
(
pinyin: zhōng guó ying xi), é o termo que designa o teatro de sombras chinês em geral
(pinyin: pi ying xi), é o teatro de sombras que emprega marionetes de
couro. As figuras das personagens são movimentadas por trás de uma fina tela, tão fina que suas silhuetas coloridas ganham alguma cor.
, (pinyin: zhi ying xi), é o teatro de sombras com figuras de
papel. ==


Teatro lambe-lambe

O teatro lambe-lambe, também conhecido como teatro de miniaturas, é uma linguagem de formas animadas que ocupa um espaço cênico mínimo formado por um palco em miniatura confinado em uma caixa de dimensões reduzidas. Nesse espaço são apresentadas peças teatrais de curtíssima duração através da manipulação de bonecos, para um espectador por vez. Essa linguagem é de origem remota com registros do antigo oriente que reaparece no Brasil na década de 90 e tem estado presente em mostras paralelas em festivais de Formas Animadas.
Desde 1987, os bonequeiros do estado da Bahia vem realizando trabalhos no sentido de redimensionar o papel do Teatro de Bonecos, revelando suas interfaces enquanto arte de fundo tradicional e popular, bem como sua expressividade contemporânea. O Teatro de Lambe-Lambe é considerado uma modalidade de teatro de bonecos e é uma criação baiana que existe desde 1989, criado por Ismini Lima e Denise Santos. Desde então, já foi foco em todos os festivais internacionais, do Rio de Janeiro a Porto Alegre. Nos últimos meses de setembro e outubro, o Lambe-Lambe teve participação especial no Sesi Bonecos 2005, o maior festival de teatro de bonecos do Brasil.
Em setembro de 2007 a cidade de Joinville no estado de Santa Catarina aconteceu a 1a Mini Mostra de Lambe-lambe que conto com diversos espetáculos e com a presença das criadoras desta modalidade Ismini e Denise.
Curiosidades
O primeiro espetáculo apresentado no Lambe-lambe foi "A Dança do Parto";
Em 2007 a Cia de Theatro Anjos da Noite de Tijucas/SC, deu início a seu projeto de teatro lambe-lambe, com o Projeto Lambe-lambe in Tchekhov, na qual foi inserido o realismo dos contos tcheckovianos dentro dos mini teatros.