domingo, 22 de junho de 2008

Gêneros teatrais

Auto

(latim: actu = ação, ato) é um sub-gênero da literatura dramática. Tem sua origem na Idade Média, na Espanha, por volta do século XII. Em Portugal, no século XVI, Gil Vicente é a grande expressão deste gênero dramático. Camões e Dom Francisco Manuel de Melo também adotaram esta forma.O auto era escrito em redondilhos e visava satirizar pessoas.

Comédia

A comédia é o uso de humor nas artes cênicas. Também pode significar um espetáculo que recorre intensivamente ao humor. De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, que faz rir.
No surgimento do teatro, na Grécia, a arte era representada, essencialmente, por duas máscaras: a máscara da tragédia e a máscara da comédia.
Aristóteles, em sua Arte Poética, para diferenciar comédia de tragédia diz que enquanto esta última trata essencialmente de homens superiores (heróis), a comédia fala sobre os homens inferiores (pessoas comuns da pólis). Isso pode ser comprovado através da divisão dos júris que analisavam os espetáculos durante os antigos festivais de Teatro, na Grécia. Ser escolhido como jurado de tragédia era a comprovação de nobreza e de representatividade na sociedade. Já o júri da comédia era formado por cinco pessoas sorteadas da platéia.
Porém, a importância da comédia era a possibilidade democrática de sátira a todo tipo de idéia, inicialmente política. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e mesmo os deuses(como pode ser visto, por exemplo, no texto "As Rãs", de
Aristófanes).
Hoje a comédia encontra grande espaço e importância enquanto forma de manifestação crítica em qualquer esfera: política, social, econômica. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento.
Assim, atualmente, não há grande distinção entre a importância artística da tragédia (mais popularmente conhecida simplesmente como "
drama") ou da comédia. Em defesa do gênero, o crítico de artes Rubens Ewald Filho lembra o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". De fato, entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como "timing") especial que não é dominado por todos.
É difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal. Para rir de um fato é nescessário reconhecer (rever, tornar a conhecer) o fato como parte de um valor humano - os homens comuns - a tal ponto que ele deixa de ser mitológico, ameaçador e passa a ser banal, corriqueiro, usual e pode-se portanto rir dele. As pessoas por vezes não conseguem achar as mesmas coisas engraçadas, mas quando o fazem isso pode ajudar a criar laços poderosos.
Uma das principais características da comédia é o engano. Frequentemente, o cómico está baseado no facto de uma ou mais personagens serem enganadas ao longo de toda a peça. À medida que a personagem vai sendo enganada e que o equívoco vai aumentando, o público (que sabe de tudo) vai rindo cada vez mais.



Drama

A palavra drama origina-se na Grécia Antiga significando ação (δράω /dráō).
Aristóteles, em sua Poética, divide a literatura de sua época, que se originara da forma oral, nos modos narrativo ou épico, dramático e misto. A partir desta análise, central em toda a análise dos gênero literários, teóricos dividiram a literatura nos modos narrativo, dramático e lírico.
Drama é também usado como definição genérica de
filmes, cinema, telenovelas, teatro, substituindo-se estes termos (ex: O drama de Ibsen, significando o teatro de Ibsen). Pode também ser entendido como forma específica de gênero, significando uma forma séria de espetáculo, performance ou filme que não chega a ser uma tragédia (ex: Matrix, o filme não é uma comédia, é um drama).


Farsa

Farsa é uma modalidade burlesca de peça teatral, caracterizada por personagens e situações caricatas. Difere da comédia e da sátira por não preocupar-se com a verossimilhança nem pretender o questionamento de valores.
s.f. (Do lat. pop. farsa) 1. Gênero teatral cômico, menos exigente que a alta comédia , que tem por objetivo principal divertir o público. (encicl.) 2. Ato ridículo, coisa burlesca. 3. Fingimento; impostura. 4. Ilusão, mentira, burla. ▪ ENCICL. Liter. Embora existam alguns elementos farsescos nas comédias de Aristófanes¹ e Plauto², em sentido estrito a farsa originou-se nos mimos medievais. No Renascimento, vários autores dedicaram-se ao gênero, entre os quais Gil Vicente.
O gênero, que se distingue da
sátira por não estar preocupado com uma mensagem moral, busca apenas o humor e, para isso, vale-se de todos os recursos; assuntos introduzidos rapidamente, evitando-se qualquer interrupção no fio da ação ou análises psicológicas mais profundas; ações exageradas e situações inverossímeis. Recorre a estereótipos (a alcoviteira, o amante, o pai feroz, a donzela ingênua) ou situações conhecidas (o amante no armário, gêmeos trocados, reconhecimentos inesperados).
Principal forma de teatro cômico
medieval, a farsa inspira-se no cotidiano e no cenário familiar.

Melodrama

O termo melodrama tem significados muitas vezes contraditórios e é aplicado com diferentes significados a formas artísticas diversas e ocorrências variadas e/ou em distintas ocorrências dentro dos meios de comunicação de massas. Originário do grego μέλος = canto ou música + δράμα = ação dramática, refere-se, algumas vezes, a um efeito utilizado na obra, outras como estilo dentro da obra e outras como gênero. Existe desde o século XVII principalmente na ópera, no teatro, na literatura, no circo-teatro, no cinema, no rádio e na televisão. Ele será melhor entendido se reconhecermos algumas de suas diferenças nos meios ou formas artísticas em que ocorre.

Òpera

A ópera é um gênero artístico que consiste num drama encenado com música.
O drama é apresentado utilizando os elementos típicos do
teatro, tais como cenografia, vestuários e atuação. No entanto, a letra da ópera (conhecida como libreto) é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.
Os cantores e seus
personagens são classificados de acordo com seus timbres vocais. Os cantores masculinos classificam-se em baixo, baixo-barítono (ou baixo-cantor), barítono, tenor e contratenor. As cantoras femininas classificam-se em contralto, mezzo-soprano e soprano. Cada uma destas classificações tem subdivisões, como por exemplo: um barítono pode ser um barítono lírico, um barítono de caráter ou um barítono bufo, os quais associam a voz do cantor com os personagens mais apropriados para a qualidade e o timbre de sua voz.

Monólogo

Em teatro ou oratória, um monólogo é uma longa fala ou discurso pronunciado por uma única pessoa ou enunciador. O nome é composto pelos radicais gregos monos (um) + logos (palavra, ou idéia), por oposição a dia (dois, ou através de) + logos.
No Monólogo é comum que os atores rebusquem pensamentos profundos psicologicamente, expondo idéias que podem até transparecer que há mais de um ator em cena, mas que no real exija somente uma pessoa durante a cena, enfim monólogo está associado à um conflito psicológico que não necessariamente seja individual.
É comum em
teatro, desenhos animados, e filmes.
A palavra pode também ser aplicada a um
poema no formato de pensamentos ou discurso individual.
Monólogos também são comuns em
óperas, quando uma ária, recitação ou outra seção cantada tem uma função similar a um monólogo falado numa peça teatral.
Monólogos são comumente encontrados na literatura de ficção do século XX.
Monólogos cômicos tornaram-se um elemento padrão em programas de
entretenimento no palco ou televisão.
Há dois tipos básicos de monólogos no teatro:
Monólogo exterior: Quando o ator fala para outra pessoa que não está no palco ou para a audiência.
Monólogo interior: Quando o ator fala para si mesmo. É introspectivo e revela motivações interiores para a audiência. Este último é mais conhecido por solilóquio (fonte : Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa)


Musical

Teatro Musical é um estilo de teatro que combina música, canções, dança, e diálogos falados. Esta delimitada por um lado pela sua co-relação com a ópera e por outro pelo cabaré, os três apresentam estilos diferentes, mas suas linhas deliminatórias muitas vezes são difícies de conceituar.

Revista

A Revista é um género de teatro, de gosto marcadamente popular, que teve alguma importância na história das artes cénicas, tanto no Brasil como em Portugal, que tinha como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade, à comédia leve com críticas sociais e políticas, e que teve seu auge em meados do século XX.

Stand-up comedy


Stand-up comedy é uma expressão em língua inglesa que indica um espectáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), e na ausência da quarta parede.
Também conhecida como humor de cara limpa, a comédia stand-up privilegia o artista munido apenas do microfone, sem personagem, fantasia ou acessórios. O humorista stand up não conta piadas conhecidas do público (anedotas). É normal que se prepare números com texto original, construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.
Exemplos de comediantes americanos que começaram na stand-up comedy são
Woody Allen, Ellen DeGeneres, Jerry Seinfeld, Richard Pryor, Bill Cosby e Ray Romano.


Surrealismo

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandido para outros países. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte e Salvador Dalí no campo das artes plásticas, André Breton na literatura e Luis
Buñuel no cinema.

Tragédia

Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος "bode" e ᾠδή "canto") é uma forma de drama, que se caracteriza por sua seriedade e dignidade, freqüentemente envolvendo um conflito entre um personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
Suas origens são obscuras, mas é certamente derivada da rica poética e tradição religiosa da
Grécia Antiga. Suas raízes podem ser rastreadas mais especificamente nos ditirambos, os cantos e danças em honra ao deus grego Dionísio (conhecido entre os romanos como Baco). Dizia-se que estas apresentações etilizadas e extáticas foram criadas pelos sátiros, seres meio bodes que cercavam Dionísio em suas orgias, e as palavras gregas τράγος, tragos, (bode) e ᾠδή, odé, (canto) foram combinadas na palavra tragoidia (algo como "canções dos bodes"), da qual a palavra tragédia é derivada.


Tragicomédia

Tragicomédia é a mistura de tragédia com comédia, em peças e filmes. É a mistura do trágico com o cômico. Originalmemnte, significava a mistura do real com o imaginário. Têm-se que é a tomada da vida quotidiana e absurda com um toque especial de comédia, de forma a descontrair; deixá-la verdadeira e engraçada. Tomam-se temas como violência, morte, roubos, dentre outros e a estes é dado o humor. Muito disso, hoje em dia, é feito em diversas peças teatrais e diversos filmes. Isso é um dos pontos fortes o qual o teatro possui grande sucesso e expansão.

Teatro infantil


A pesquisa que deu início a este artigo aborda o teatro na escola dando uma idéia geral dos "tipos de teatro" que podem ser aplicados no contexto das atividades físicas.Eles enfocam uma proposta de ensino diferente da forma tradicional. Estes tipos também podem estimular o aluno em diversos aspectos que o levam ao aprendizado, servindo como uma variação da forma de ensinar na Educação Física Escolar.
Quanto às formas de teatro infantil mencionadas nesta pesquisa, os sub-itens abordam o contexto histórico de cada um, o tipo de material que pode ser utilizado para a confecção dos bonecos (que pode variar desde materiais caros até um material de sucata) e como cada um pode estimular e contribuir para o desenvolvimento do aluno de um modo geral.


O Teatro na Escola tem uma importância fundamental na educação. Ele permite ao aluno uma enorme "gama" de aprendizados, podemser citados como exemplos a socialização, a criatividade, a coordenação, a memorização, o vocabulário e muitos outros.
Através do teatro, o professor pode perceber traços da personalidade do aluno , seu comportamento individual e em grupo, traços do seu desenvolvimento e essa situação permite ao educador, um melhor direcionamento para a aplicação do seu trabalho pedagógico



Teatro de feira

No início do século XVII, ao mesmo tempo que Shakespeare e Lope de Vega iniciavam seu trabalho em Londres e na Espanha, haviam em Paris seis grandes feiras, mas apenas duas tiveram reconhecida importância como locais constantes de manifestação teatral: as feiras de Saint-Germain, que durava de 3 de fevereiro à Páscoa e de Saint-Laurent, no verão europeu, do final de junho ao final de outubro, nos quais se apresentavam artistas variados em sucessivos números de dança, canto, malabarismo, acrobacias, mímica, números de bonecos, animais amestrados e pequenas cenas teatrais de caráter farsesco (Brown, 1980, p.41).

Teatro de Rua

. Diz-se de um gênero de teatro popular apresentado em praças, ruas, avenidas e demais lugares públicos, ao ar livre, em rodas de espectadores ao nível do chão - como os camelôs o fazem - ou em plataformas, ou caminhões, etc., geralmente de maneira rápida , com iluminação e recursos técnicos precários, ou inexistentes. Em 1977 , em Salvador, Bahia, no dia Primeiro de Maio de 1977, na Praça da Piedade, onde foram enforcados os líderes da Revolução dos Alfaiates, o ator e diretor Bemvindo Sequeira, dirigindo atores do Teatro Livre da Bahia, em homenagem ao Dia Internacional dos Trabalhadores, e aos revoltosos ali enforcados, num desafio à Ditadura Militar vigente, criou o moderno Teatro de Rua no Brasil, apresentando a comédia de literatura de Cordel: "A Mulher que Pediu Um Filho ao Diabo". Mais tarde o mesmo diretor criou o Teatro Livre de Sergipe e o Teatro de Rua fortaleceu-se em todo o Brasil com a somatória dos trabalhos de João Siqueira e Amir Haddad no Rio de Janeiro. Além de uma infinidade de outros grupos por todo o brasil, como o Grupo Galpão de Minas Gerais e de Porto Alegre grupos como Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Oficina Perna de Pau, Espalha-Fatos Atos de Teatro, Falus e Stercus Teatrallis, Grupo Lua Cheia de Teatro, o Grupo Imbuaça em Sergipe na atualidade conta com os grupos 1º de maio e Grupo Teatral Renovação da Arte Cênica, , entre outros que fazem do teatro uma alegria popular. No Brasil há 16 estados organizados em Redes e/ou Movimentos Estaduais, que instituíram a Rede Brasileira de Teatro de Rua durante o evento intitulado “A Roda - o Teatro de Rua em Questão 2", que ocorreu nos dias 24 e 25 de março/2008 em Salvador (BA), realizado pelo Gueto Poético, grupo com 18 anos de existência e atuação e fundador do Movimento de Teatro de Rua da Bahia.



Teatro Invisível

Teatro invisível é uma forma de
encenação na qual apenas os atores sabem que de fato há uma encenação. Aqueles que a presenciam devem considerá-la um acontecimento real, seja ele banal ou extraordinário dentro da expectativa onde ocorre, e por isso é impreciso chamá-los “espectador”, que indica o apreciador de um espetáculo que aceita a ficção como realidade sempre consciente desse jogo de faz-de-conta. Para que seja realizável, o teatro invisível ocorre geralmente em espaços públicos ou de ampla circulação, não em um edifício teatral. O “espectador” torna-se participante inconsciente da representação imprevisível. Como os atores não devem revelar a encenação mesmo após o fim da cena, os que a presenciam acabam por julgar e significar o próprio acontecimento e não a performance de sua encenação, o que nega radicalmente as categorias tradicionais do teatro e dificulta a apreciação crítica, além de impossibilitar qualquer estimativa do número de encenações desse tipo, pois várias ou nenhuma podem ocorrer diariamente conforme a interpretação dos acontecimentos.
Por exemplo, o ator pode simular um mendigo numa rua, verificando as reações dos transeuntes que, então, são levados a reagir espontânea e verdadeiramente ao questionamento que se lhe apresenta



Teatro de Fantoches

, Teatro de Bonecos ou Teatro de Marionetes é o termo que designa, no teatro, a apresentação feita com fantoches, marionetes ou bonecos de manipulação, em especial aqueles onde o palco, cortinas, cenários e demais caracteres próprios são construídos especialmente para a apresentação.

Teatro das Sombras

O teatro de sombras , é uma arte muito antiga, originária da China, de onde se espalhou para o mundo, sendo atualmente praticada regularmente por grupos de mais de 20 países.
A lenda de sua origem

Existe uma lenda chinesa a respeito da origem do teatro de sombras. Diz a lenda que no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário, seria decapitado.
O mago usou a sua
imaginação e através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Quando tudo estava pronto, o mago ordenou que no jardim do palácio, fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol e que esta deixasse transparecer essa luz.
Houve uma apresentação para o imperador e sua corte. Esta apresentação foi acompanhada de um som de uma
flauta que "fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade". Neste momento, teria surgido o teatro de sombras.
Categorias do Teatro de Sombras na China
Diferentes
ideogramas designam variações desta arte ainda praticada na China atual:
(
pinyin: zhōng guó ying xi), é o termo que designa o teatro de sombras chinês em geral
(pinyin: pi ying xi), é o teatro de sombras que emprega marionetes de
couro. As figuras das personagens são movimentadas por trás de uma fina tela, tão fina que suas silhuetas coloridas ganham alguma cor.
, (pinyin: zhi ying xi), é o teatro de sombras com figuras de
papel. ==


Teatro lambe-lambe

O teatro lambe-lambe, também conhecido como teatro de miniaturas, é uma linguagem de formas animadas que ocupa um espaço cênico mínimo formado por um palco em miniatura confinado em uma caixa de dimensões reduzidas. Nesse espaço são apresentadas peças teatrais de curtíssima duração através da manipulação de bonecos, para um espectador por vez. Essa linguagem é de origem remota com registros do antigo oriente que reaparece no Brasil na década de 90 e tem estado presente em mostras paralelas em festivais de Formas Animadas.
Desde 1987, os bonequeiros do estado da Bahia vem realizando trabalhos no sentido de redimensionar o papel do Teatro de Bonecos, revelando suas interfaces enquanto arte de fundo tradicional e popular, bem como sua expressividade contemporânea. O Teatro de Lambe-Lambe é considerado uma modalidade de teatro de bonecos e é uma criação baiana que existe desde 1989, criado por Ismini Lima e Denise Santos. Desde então, já foi foco em todos os festivais internacionais, do Rio de Janeiro a Porto Alegre. Nos últimos meses de setembro e outubro, o Lambe-Lambe teve participação especial no Sesi Bonecos 2005, o maior festival de teatro de bonecos do Brasil.
Em setembro de 2007 a cidade de Joinville no estado de Santa Catarina aconteceu a 1a Mini Mostra de Lambe-lambe que conto com diversos espetáculos e com a presença das criadoras desta modalidade Ismini e Denise.
Curiosidades
O primeiro espetáculo apresentado no Lambe-lambe foi "A Dança do Parto";
Em 2007 a Cia de Theatro Anjos da Noite de Tijucas/SC, deu início a seu projeto de teatro lambe-lambe, com o Projeto Lambe-lambe in Tchekhov, na qual foi inserido o realismo dos contos tcheckovianos dentro dos mini teatros.

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